9 de março de 2009
25 de fevereiro de 2009
O Amor
não sei mais se tens
corpo ou altar...
sabor cereja -
minha boca
a tua deseja
fruta mordida -
saudade de teu beijo
na despedida
Postado por Daniela Milagres às 12:36 AM 0 comentários
Marcadores: Carlos Seabra
23 de novembro de 2008
Do bom - Millôr
Quarto Minguante
Por fim se descobriu
o soldado desconhecido
é um civil
não esmaguem a barata
sua nojeira
é inata
cobra pela cura
ou cobra pela dor?
Exótico
O xalé da velha
Na jovem é apoteótico
Nasceu Milton Viola Fernandes, tendo sido registrado, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr, o que veio a saber adolescente. Aos dez anos de idade vende o primeiro desenho para a publicação O Jornal do Rio de Janeiro. Recebe dez mil réis por ele. Em 1938 começa a trabalhar como repaginador, factótum e contínuo no semanário O Cruzeiro. No mesmo ano ganha um concurso de contos na revista A Cigarra (sob o pseudônimo de "Notlim"). Assumiria a direção da publicação algum tempo depois, onde também publicaria a seção "Poste Escrito", agora assinada por "Vão Gogo".Em 1941 volta a colaborar com a revista O Cruzeiro, continuando a assinar como "Vão Gogo" na coluna "Pif-Paf". A partir daí passa a conciliar as profissões de escritor, tradutor (auto-didata) e autor de teatro.
Já em 1956 divide a primeira colocação na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires com o desenhista norte-americano Saul Steinberg, e em 1957 ganha uma exposição individual de suas obras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Dispensa o pseudônimo "Vão Gogo" em 1962, passando a assinar "Millôr" em seus textos n'O Cruzeiro. Deixa a revista no ano seguinte, por conta da polêmica causada com a publicação de A Verdadeira História do Paraíso, considerada ofensiva pela Igreja Católica.
Em 1964 passa a colaborar com o jornal português Diário Popular. Em 1968 começa a trabalhar na revista Veja, e em 1969 torna-se um dos fundadores do jornal O Pasquim.
Nos anos seguintes escreveria peças de teatro, textos de humor e poesia, além de voltar a expor no Museu de Arte Moderna do Rio. Traduziu, do inglês e do francês, várias obras, principalmente peças de teatro, entre estas, clássicos de Sófocles, Shakespeare, Molière, Brecht e Tennessee Williams.
Depois de colaborar com os principais jornais brasileiros, retorna à Veja em setembro de 2004.
Site Oficial de Millôr
Postado por Daniela Milagres às 6:40 PM 1 comentários
Marcadores: Millôr Fernandes
23 de agosto de 2008
11 de junho de 2008
Para o Dia dos Namorados
Postado por Daniela Milagres às 4:55 PM 0 comentários
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Palavra-Imagem
Postado por Daniela Milagres às 4:41 PM 0 comentários
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10 de junho de 2008
Angela Togeiro
No bico do pássaro,
se o sol leva a escuridão,
vaga-lume é inseto.
Traças nos armários,
destroem qualquer passado,
roendo o inútil.
Postado por Daniela Milagres às 4:43 PM 0 comentários
23 de abril de 2008
Cocktail
Tequila, sumo de lima,
Bela margarita!
José A. Martins
Postado por Daniela Milagres às 3:44 PM 0 comentários
Letícia Bergallo
Vaga-lumes
lan(ternas) tão fugazes:
"alvos" no escuro.
Frestas em festa:
a fé me empresta
um pouco de luz.
Cigarro aceso:
brasa que ateia luz
nas tuas sombras.
Postado por Daniela Milagres às 2:38 PM 2 comentários
Marcadores: Letícia Bergallo
Viagens Naturais
do ipê no campo.

na ponta do capim
pousa a borboleta!
a folha sem escolha,
vaga pelo ar.
Silêncio sob a ponte
apenas o vento.
Folhas soltas
só uma contra o vento?
Borboleta amarela!
Lua enevoada
o cão e sua solidão
caminham na estrada.
Asa quebrada
da triste gaivota
sonho de voar !
Postado por Daniela Milagres às 2:04 PM 0 comentários
Marcadores: Rodrigo Siqueira






